Nascida em Curitiba, Estela Sandrini, conhecida como Teca, teve em seu destino a missão de trazer cor e sentimentos para as terras do mundo (começando no Paraná). Com uma trajetória de quase seis décadas dedicada à arte e à cultura. Formada pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP), em 1967, realizou estágios em ateliês nos Estados Unidos e na Argentina e passou a desenvolver trabalhos como pintora, gravadora e escultora. Sua produção artística percorreu diferentes fases, entre elas “Polacas”, “Fragmentos” e “Manchas”, com obras que frequentemente exploram o universo feminino.

A relação de Teca com a arte também ganhou uma dimensão de acessibilidade. Após enfrentar a perda parcial da visão, a artista desenvolveu o Collaro, sistema tátil de identificação de cores em relevo criado para pessoas cegas ou com deficiência visual. Sua trajetória como educadora também inclui passagens pela EMBAP, PUCPR, Centro de Criatividade de Curitiba e Penitenciária Feminina do Paraná, ampliando o acesso à produção artística para diferentes públicos.
Entre 2011 e 2017, Teca esteve à frente do Museu Oscar Niemeyer (MON), onde desenvolveu iniciativas voltadas à acessibilidade. Sua produção continuou sendo reconhecida em exposições no Brasil e no exterior, incluindo a retrospectiva “Eterno Feminino”, realizada no MON em 2025. A artista também teve sua trajetória registrada no livro “Fogo no Bordel”, escrito por Ricardo Freire, reunindo memórias de uma vida dedicada à arte, à educação e à democratização da cultura.






