Desde criança, Tatiana Lobo Coelho de Sampaio sabia que queria ser cientista. Nascida em Vila Isabel, no Rio de Janeiro, ela transformou esse desejo em uma trajetória de décadas dedicada à pesquisa. Bióloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Tatiana estuda desde 1997 a polilaminina, uma versão da proteína laminina desenvolvida em laboratório e que apresenta potencial para auxiliar na regeneração de lesões da medula espinhal.
A pesquisadora construiu sua formação na própria UFRJ, onde fez graduação, mestrado e doutorado, e também realizou pós-doutorados nos Estados Unidos e na Alemanha. Aos 27 anos, ingressou como professora na universidade. Hoje, coordena o Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ. Depois de mais de 25 anos de estudos, sua pesquisa alcançou uma etapa histórica: em 2026, a Anvisa autorizou o início dos testes clínicos de fase 1 com a polilaminina. A etapa vai avaliar a segurança, os efeitos e as possíveis reações da substância em seres humanos.
Reconhecida pelo trabalho científico, Tatiana recebeu, em 2025, o Prêmio Todas na categoria Desenvolvimento e Pesquisa. Mãe de três filhos, ela também representa uma geração de mulheres que construíram espaço na ciência brasileira por meio de conhecimento, persistência e anos de pesquisa. Agora, o trabalho iniciado décadas atrás entra em uma nova fase e alimenta uma esperança concreta: descobrir se a ciência desenvolvida por uma pesquisadora brasileira poderá, no futuro, ajudar pessoas que sofreram lesões graves na medula espinhal.






